terça-feira, 7 de janeiro de 2014
A fênix
Uma garota aflita,
Perdida no meio da estrada.
Chovendo numa tarde tenebrosa,
Com o coração apertado, entalado na garganta.
Sua única saída é correr,
Para não perder o último ônibus
Para ter a esperança de
Chegar em casa.
E se recuperar
Seu corpo e alma estavam quebrados,
Apenas seu coração estava inteiro.
Mesmo apertado em sua garganta,
Estava inteiro.
Após horas em uma chuva torrencial,
Ela toma o coletivo para casa.
Lá chegando, tentou recolher
Os ossos quebrados.
Algum tempo se passou,
A fênix renasceu das cinzas,
E logo saiu voando.
Para bem longe daquele lugar.
Para o paraíso, a eternidade.
Para ser feliz
Pelo resto da vida.
(Bárbara Duarte)
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